Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos carrega de benefícios; o Deus que é a nossa salvação. Salmos 68:19

VERSÍCULO DO MOMENTO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

FALANDO SOBRE CARNAVAL

A origem do carnaval tem seu início na pré-história, muitos povos praticavam rituais mágico-religiosos, baseados em princípios mitológicos. Nos tempos dos Impérios greco-romanos, no campo essas festas eram voltadas aos deuses da agricultura. Nas zonas urbanas, duravam seis dias e eram acompanhadas de representações dramáticas, que deram origem à comédia e à tragédia gregas. As festas romanas eram pautadas por grandes orgias, onde as diferenças sociais ficavam abolidas. De uma forma fantasiosa, praticavam a inversão dos sexos (os homens se vestiam de mulheres) e a inversão dos papéis (o escravo tornava-se senhor por um dia e vice-versa). Para tanto, suspendiam-se as leis e, obviamente, as condenações por crimes, quaisquer que fossem, não poderiam ser executadas.

Essas festas eram acompanhadas de um cortejo de carros em forma de navio ou de arado “carros navalis”, o “navigiu Ísidis”, com o qual os romanos da época imperial, à semelhança dos egípcios, saíam em procissão para celebrar a festa da deusa Isis. Possivelmente originou-se a expressão abreviada para “curnavalis”, origem da palavra italiana “carnavale”. Uma outra etimologia bastante encontrada para “carnavale” é o de “carnes levare”, de “ad levandes carnes”, ou seja, o convite ao jejum da carne, que precede a Quaresma. E assim, chega-se ao significado cristão da festa: o consentimento de um período de folia, antes dos quarenta dias de penitência, que antecedem a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

Portanto, nessa festa um pouco pagã e um pouco cristã, confluíam vários ritos, onde reinava grande alegria extravasada na licenciosidade. As festas carnavalescas, em todos os países onde ainda são mantidas, desenvolveram-se a partir desses ritos. Na Idade Média, a Igreja Católica condenava as festas carnavalescas por terem se tornado pecaminosas e libertinas. Já no século XV o Papa Paulo II, passou a entender que se tratava de uma festa popular e que traria benefícios para a própria Igreja.
As máscaras, por sua vez, se tornaram um hábito, chegando ao ponto de serem proibidas, por terem estimulado não somente o disfarce, mas também a prática de crimes.
Até a Idade Média o período carnavalesco correspondia desde o solstício de inverno (nosso atual 22 de dezembro) até o prenúncio da primavera. Mais tarde se transportaram para 40 dias antes da Páscoa católica, que acontece sempre no primeiro domingo de lua-cheia, depois do início da Primavera. O Domingo de Carnaval acontece sete domingos antes do Domingo de Páscoa, estando assim, relacionado com o calendário litúrgico e gregoriano, e com a quaresma católica que se inicia na quarta-feira de cinzas. Por mais que o tempo passe, o período de Carnaval continua vinculado à Páscoa dos Católicos; por isso é uma festa móvel e sua data varia do começo do mês de fevereiro ao começo do mês de março.

Países que promovem festas carnavalescas
Europa (Itália, Portugal, França, Bélgica, Áustria, Suíça, Espanha, Dinamarca, Rússia, Ilha de Malta)
África (Angola)
Ásia (Japão)
América do Norte (Estados Unidos, Canadá)
América do Sul (Bolívia, Brasil)

Até 1986 o Carnaval Paulistano era administrado sob a responsabilidade da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas). Em junho se divide e é criada também a LIGA (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo). Em 1990, no Governo da Prefeita Luiza Erundina, o Carnaval Paulistano e as manifestações artístico-populares a ele vinculadas, foram oficializados nos termos da Lei nº 10.831 de 04 de janeiro de 1990. Especifica-se nessa Lei que, sendo um Evento oficial da Cidade, o Carnaval em todas as suas manifestações, passa a ter o apoio e ser administrado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo.
(Obs.: As informações acima descritas, são de cunho histórico e foram retiradas do livro “Carnaval & Samba em Evolução Na Cidade de São Paulo”, de Maria Apparecida Urbano. Editora Plêiade, São Paulo, 2005)

Bem, “Falando em Carnaval…” como estamos às vésperas de mais uma festa carnavalesca, baseada na origem histórica do Carnaval, como acabamos de ler, para mim fica bem claro, que o Carnaval é uma festa primitiva, pagã e teve origem na adoração dos deuses mitológicos. Com o passar do tempo, por questões um tanto vagas, essa festa foi sendo absorvida e finalmente vinculada oficialmente ao Catolicismo.

 Sendo assim, abriu-se um parêntesis, um consentimento, uma licença oficial, ou como diz uma frase popular, “pedir cinco minutos de licença para Deus”, para poder praticar tudo o que a carne (corpo físico) desejar, numa total licenciosidade, pois em seguida se entraria num período de penitência.

Acrescente-se ainda que, historicamente, o sentido principal do Carnaval é a prática da inversão de papéis exercidos dentro da sociedade e, consequentemente a “inversão de valores”; o mais condenável aqui, moralmente falando, é que, durante o período dessas festas carnavalescas, devido a permissividade e a utilização de máscaras, qualquer crime que fosse praticado, não receberia nenhuma punição.

É lamentável que uma festa popular que só vem trazer prejuizos físicos, morais, emocionais e espirituais, seja oficialmente legalizada, com apoio tanto político, quanto religioso.
Quando o Carnaval se aproxima, sempre me lembro de uma festa semelhante, que aconteceu por volta de cinco séculos A.C., onde o Rei Belsazar promoveu um grande banquete ao deus mitológico Baco (deus do vinho), fazendo questão de utilizar todos os utensílios de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonozor, havia trazido do Templo de Jerusalém. Era uma festa pagã, de cunho político e religioso. Em meio àquele verdadeiro bacanal, o rei presenciou dedos de mão de homem escrevendo no reboque da parede, na parte mais iluminada do Palácio Real. Nenhum sábio, astrólogo, mago ou advinhador daquele Reino souberam interpretar aquelas palavras.

Nesse momento de perturbação psicológica e emocional, alguém se lembrou do Profeta Daniel pois nele se achava um espírito excelente e adorava o Deus dos deuses, Criador dos céus e da terra. Daniel foi conduzido à presença do Rei e através de revelação Divina interpretou aquelas palavras, dizendo:
“Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim. Foste pesado na balança e achado em falta. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas.”
Naquela mesma noite cumpriram-se aquelas palavras. O Rei Belsazar foi morto e o Rei Dario, o medo, ocupou aquele reino. (Você poderá conferir na Bíblia Sagrada, no Livro do Profeta Daniel, capítulo 5).
Somos livres para fazermos o que quisermos, pois o próprio Deus que nos criou, nos deu essa liberdade. Porém, devemos ter maturidade suficiente, para assumirmos toda e qualquer consequência de suas atitudes, sem querer depois, transferí-la para Deus. Finalizo com algumas perguntas para reflexão:
  • “Será que alguém pode ter certeza de que na 4ª feira de cinzas estará vivo para poder se redimir com cinzas?”
  • “Existe alguma garantia de que os participantes dessas festividades entrarão e sairão ilesos sem contrair doença alguma?”
  • “Quantos jovens será, que se tornarão viciados em drogas?”
  • “Quantas adolescentes será, que ficarão grávidas e talvez nem saberão quem foi o pai do filho que estará gerando?”
  • “Quantas famílias serão desfeitas, devido a traição de um dos conjuges?”
  • “Será que vale a pena se divertir por uns dias e depois chorar as consequências pelo resto da vida?”
  • Eis a questão: “Vale a pena pular o Carnaval?… Você decide!”
Estraído do blog: http://adbrasil.ning.com/profiles/blogs/falando-sobre-carnaval

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